domingo, 26 de dezembro de 2010

  OLHOS DE SANGUE

O beijo da morte é doce
Como um luar aos meus olhos
O sangue que pulsa, sem parar
Enviando mensagens, que logo irão acabar

Meu coração sente que é a hora
Minha mente não para de pensar
Que em um instante ela vai parar

Minhas doces idas ao cemitério
Faziam-me delirar
Nos meus sonhos mais obscuros
Que se tornaram amargos depois daquele dia

Não tendo noção do que fazia
Desenterrei uma maldição

VIVER COM OLHOS DE SANGUE
Não podendo nunca mais amar
Sem que alguém morresse
Da maneira mais brutal possível

Felizmente, chegou ao fim
Não ficarei nem mais um minuto neste mundo
Ou pelo menos não espero voltar
Meu suicídio será um alivio para o mundo
Não tendo que se preocupar
Com uma aberração

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